Mais um da série sobre Mascotes Tecnológicos, falaremos agora do Duke, o estranho mascote da linguagem Java, que ninguém faz a mínima idéia do porque deste nome, ou esta aparência (apesar da aparência ter um significado meio nerd).
Tudo começou na Sun Microsystems, quando foi iniciado o Green Project, liderado por Patrick Naughton, Mike Sheridan, e James Gosling. Eles acreditavam que os computadores e utilitários domésticos tendiam a se convergir, então os três mais 11 pessoas tiveram a idéia de criar não uma nova linguagem de programação, mas sim o que seria a nova onda digital. Então, no verão de 1992, o grupo saiu de um escritório em Sand Hill Road no Menlo Park com uma espécie de protótipo da idéia inicial. O aparelho se chamava *7 (StarSeven) e eram um controle remoto com interface gráfica touchscreen, e para este aparelho foi criado um mascote que ajudaria e ensinaria o usuário a usar o equipamento, este mascote era Duke.
Duke como era apresentado no tal aparelho.
Duke foi inicialmente criado por Joe Palrang, e se tornou mascote do Java quando a tecnologia Java foi anunciada pela primeira vez, era preto e branco com uma espécie de nariz de palhaço e, dizem algumas pessoas, que sua forma era inspirada no emblema usado pelos tripulantes da nave Enterprise, da série Star Trek:
Em 13 de Novembro de 2006, a empresa Sun anunciou que Duke seria liberado como “Gráfico Livre”, obtendo direito sobre a imagem de Duke, não sobre seu nome. Os usuários podem incluir sua imagem em sistemas, sites, e merchandise, de acordo com os termos de licença.
Você poderá ver uma coleção de imagens editadas do mascote Duke clicando neste link.
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Duke - o estranho mascote do Java
Apple - a maçã de Newton
Apesar de tecnicamente não ser uma mascote, falaremos agora da conhecida maçã símbolo da Apple, que todos conhecem, mas ninguém sabe o que significa, falaremos sobre sua origem, "evoluções" e remodelagens que sofreu a maçã tecnológica.
Existem duas hipóteses sobre a escolha da maçã como símbolo da empresa: a primeira fala sobre o tal estudo de Newton sobre a gravidade, que começou após uma maça cair sobre a cabeça dele, essa origem para o símbolo de certa forma é comprovada, pois o primeiro logotipo da empresa foi o seguinte:
O símbolo foi desenhado por Jobs e Robert Wayne, terceiro sócio da empresa na época que abandonou o cargo por medos de sofrer prejuízos, porém este símbolo acima poderia ser usado por muito tempo, pois sua reprodução em tamanhos menores seria impossível.
A outra hipótese foi baseada na mordida que está na maçã, que segundo algumas pessoas faz referência ao episódio bíblico de Adão e Eva, que morderam o fruto da árvore do conhecimento: uma maçã. Acredita-se também que a mordida seja um jogo de palavras, pois mordida em inglês é bite, que tem a mesma pronúncia de byte, uma das unidades primárias de dados.
Foi então que no final dos anos 70 Rob Janoff foi contratado pela Apple para dar uma nova cara ao logotipo da empresa, ele deveria criar algo simples, mas eu representasse a empresa e sua ideologia. Rob entendeu os ideais da empresa, e do símbolo desenhado por Jobs e Robert captou o detalhe principal, a maça, e a redesenhou com um visual bem mais moderno.
O símbolo foi totalmente inovador, pois, na época, empresas de tecnologia como a Microsoft usavam apenas seus próprios nomes como logotipos, com letras que lembravam o tema tecnologia.
Uma outra versão da maçã também é muito conhecida, aquela colorida das cores do arco-íris:
A provável origem desta nova colorização do símbolo é um outro estudo realizado por Newton: os prismas. Pois quando é incidida uma luz sobre um prisma, são refletidas do outro lado as cores do espectro luminoso, as mesmas usadas no símbolo, porém as cores não estão na ordem científica normal, podendo significar sinal de rebeldia. Outra origem para o uso das cores é indicar que a nova interface gráfica usada no Apple II já suportava cores.
E entrando então nos anos 90, a famosa maçã ganhou um visual ao estilo Aqua, muito usado nos botões e barra dos produtos da empresa, aquela que está no início deste post.
Firefox - a raposa que não é uma raposa
Agora vamos ao terceiro do post da série Mascotes Tecnológicos, falaremos agora do Firefox.
O Firefox é um dos browsers mais usados hoje no mundo todo, mas poucos dão importância ao seu logotipo/mascote, que apesar de se chamar Firefox não é bem uma raposa.
Tudo começou quando Dave Hyatt e Blake Ross começaram o projeto inicialmente chamado de m/b (Mozilla Browser), e em 2002 foram lançadas as primeiras versões do programa com o nome de Phoenix (fênix, em inglês). Porém este nome não pode ser usado por muito tempo, por causa dos direitos autorais da BIOS Phoenix Technologies. Então o nome foi mudado para Firebird (pássaro de fogo, em inglês), mas este nome também não vigorou por muito tempo, pois houve confusão sobre o nome do software livre de base de dados também chamado Firebird.
Foi então que em 9 de fevereiro de 2004, o Mozilla Firebird se tornou Mozilla Firefox, que apesar deste nome, não é uma raposa. Segundo seu desenhista, Jon Hicks, a mascote e logotipo do Firefox é um animal originário do Himalaia conhecido como Panda-vermelho (Ailurus fulgens), que também é conhecido popularmente por raposa-de-fogo, que foi escolhido como logotipo por não ser muito chamativo. Sobre o logotipo Jon Hicks afirmou:
"Um Firefox é na verdade um atraente panda vermelho, porém ele realmente não traz à mente o imaginário correto. O único conceito, dos que fiz, com o qual me senti feliz foi este, inspirado pela visão de uma pintura japonesa de uma raposa".
Imagem de uma "verdadeira" Firefox:
BSD Daemon - o "demôniozinho" Unix
Vamos agora a mais um post da séria Mascotes Tecnológicos, agora falaremos do BSD Daemon.
O BSD Daemon, também chamado pelo apelido Beastie é o mascote e logotipo genérico da maioria dos sistemas BSD. Mas a maioria das pessoas que não usam este tipo de sistema não sabem a origem nem do mascote nem do nome dele, por isso conheça agora a história do famoso BSD Daemon.
A Mascote foi desenhada pela primeira vez por Phil Foglio, em 1976. Foglio morava em um apartamento cm um colega, mas seu colega sumiu e deixou um cofre trancado sem a combinação, então o desenhista de revistas Phil Foglio contratou um chaveiro para destrancar o tal cofre, este chaveiro era Mike O’Brien, desenvolvedor que na época trabalhava como chaveiro. Como forma de pagamento, Phil desenharia para Mike uma camiseta, e para saber o que desenhar, o chaveiro deu a Foglio alguns polaróides de um sistema PDP-11 rodando UNIX, com algumas noções sobre símbolos relacionados a canos, os chamados daemons (do grego, demônios). O desenho feito por Phil contia quatro pequenos demônios carregando tridentes subindo e descendo canos frente a um sistema PDP-11.
O desenho foi usado oficialmente no primeiro grande encontro de UNIX em Urbana, Estados Unidos. Foi então que a USENIX, em 1986, comprou os direitos de produção do desenho de Foglio. Mas na época, o desenho original feito por Phil foi perdido, e todas as cópias existentes são das camisetas compradas pela Bell Labs.
Com o passar do tempo outras versões do Daemon foram surgindo, como a desenhada por John Lasseter que apareceu na capa do Manual do Gerenciador de Sistemas Unix para BSD 4.2, e quatro anos após John também desenhou o conhecido BSD Daemon para a capa do livro Design e a Implementação do Sistema Operacional BSD4.3.
As versões 2.3 e 2.4 do OpenBSD usaram o Daemon com um Halo mas depois mudaram seu mascote para o Puffy.
Daemon também foi usado por uma vasta quantidade de variantes do BSD, como o FreeBSD, mas como na mesma, algumas mudaram seus mascotes julgando-o inapropriado.
Nos anos 90 da Walnut Creek chamou Daemon de Chuck (provavelmente por causa da marca de tênis usada pelo mascote, os donos dos direitos autorais não gostou e pronunciou: "o Daemon BSD tem muito orgulho do fato de não ter um nome, ele é apenas o BSD daemon. Se insiste em dá-lo um nome, chame-o de Beastie.".
Tux - a história do pinguim que conquistou o mundo open-source
Todos sabem que o Tux é aquele pinguim símbolo do Linux, mas pouca gente sabe a verdadeira história deste pinguim, que ao passar do tempo, foi ganhando mais e mais "fãs". Por isso contarei agora a história de Tux, o pinguim gordinho.
Tudo começou em 1996, quando integrantes da lista de discussão Linux-Kernel debatiam sobre a criação de um símbolo ou mascote que representasse o Linux. A partir daí muitas sugestões foram surgindo, muitas eram paródias de sistemas operacionais concorrentes, outras eram monstros e animais agressivos, então, para acabar com esta verdadeira guerra de sugestões, Linus Torvalds, o criador do Linux, enviou ma mensagem afirmando que gostava muito de pinguins, foi o suficiente para que as sugestões convergissem para um ponto: um pinguim.
Então novas sugestões de pinguins de todos os tipos foram surgindo, foi então que alguém deu a idéia de um pinguim segurando o mundo, Linus não gostou da idéia, e disse que achava interessante que o tal pinguim tivesse um aspecto gordinho, como se estivesse satisfeito, e fosse simpático, de modo que as crianças olhassem e dissessem: "posso ter um também?". Perguntaram a Linus o porquê de ele ter escolhido um pinguim, ele disse que não era nada de especial, apenas disse que os achava engraçados e que até já havia sido mordido por um.
Por haverem muitas sugestões foi criado um concurso para eleger o pinguim que melhor representasse o Linux, então a sugestão enviada por Larry Ewing, feita no GIMP, foi escolhida. Larry Ewing autorizou o uso e modificação do tal pinguim, desde que os direitos fossem dados a ele, e que o uso do GIMP fosse citado.
Apesar de não se saber a real origem do nome, duas hipóteses são aceitas: uma diz que o nome Tux vem de "tuxedo", palavra em inglês que significa fraque, por causa de os pingüins parecer usarem um fraque. E a outra hipótese é a de o nome Tux ser a junção dos nomes Torvalds e Unix: Torvalds Unix.
O Tux já teve várias "releituras", mas a mais famosa delas é aquela versão "chibi", a qual ganhou várias fantasias, veja abaixo:
Aguardem, mais posts sobre mascotes tecnológicos virão em breve !